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Agora vocês vão conhecer um pouco mais sobre a Marbella Surfboards e do seu proprietário e shaper Paulo Cabral, ou Paulinho Pequeno, como é mais conhecido um dos maiores shapers do Brasil e dos Estados Unidos, que começou a shapear em Balneário Camboriú (SC), onde criou a Mrbella Surfboards, se fortaleceu, atravessou fronteiras, apostou no mercado norte-americano e hoje é um dos maiores shapers de San Diego, Califórnia. Com vocês, a experiência e o carisma de Paulo Cabral, ou Paulinho Pequeno como é mais conhecido o dono da Marbella Surfboards, o fundador da ASBC (Associação de Surf de Balneário Camboriú), o amigo, o surfista... Paulinho, tudo começou para você na fábrica das pranchas Água Viva em Florianópolis, em 1978, junto com figuras lendárias do surf ilhéu, como Celsinho Ramos, Marreco e Armando Bacana e só mais tarde fostes para Balneário Camboriú, onde construístes a sua fábrica, fizestes os seus primeiros shapes e fostes até fundador da ASBC. Nos fale um pouco sobre isso. Paulinho Pequeno – Pois é, foi assim que tudo começou, polindo umas pranchinhas, fazendo jogos de quilhas, limpando o shaperoom e aprendendo dia a dia um pouquinho do que meus gurus me mostravam. Foi desde 1978 ate o ano de 1983, onde firmei residência em Balneário Camboriú para suprir um espaco no mercado de fabricação de pranchas que na época estava praticamente aberto. Paulinho, este ano você está completando 25 anos de carreira como shaper. Nos conte um pouco mais desta sua trajetória, desde o início em Balneário Camboriú com a fundação da Marbella Surfboards até o reconhecimento mundial em San Diego, na Califórnia. Paulinho Pequeno – Nossa, já fazem 25 anos, parece que foi somente a uns anos atrás. Eu ainda me lembro das primeiras 4 pranchas que shapei e uma delas foi uma quatro quilhas para o Bilo, que logo após começou a competir em várias competições locais e nacionais, me dando assim um super apoio e confidência, que era tudo que eu queria no momento.
Paulinho Pequeno – Foi muito importante este boom que teve no início e aí tudo foi se formando com muito trabalho e dedicação, o apoio destas grandes figuras foi essencial para dar continuidade a esse sonho de poder produzir boas pranchas e aperfeiçoa-las dia a dia. Hoje em dia a sua equipe de competição continua muito forte e com surfistas de todo o mundo (os norte-americanos Aaron Chase, Travis Molina, Sean Fowler, Ricky Clark, James Labrador e Ben Bourgeois, o australiano Jake Paterson, o catarinense Neco Padaratz e a argentina Ornella Pellizzari) e que competem desde o WCT, passando pelo WQS e Circuitos Americano, Australiano e Latino-Americano. Como é ter tantos astros assim no seu team? Paulinho Pequeno – É muita responsabilidade, trabalhamos dia a dia com alguns destes surfistas, aqui na area, Sean Fowler , Travis Molina, Aaron Chase, da Califórnia, Ricky Clark e James Labrador (Hawaii) e aos demais , temos o previlegio de prover pranchas dentro de suas necessidades, Ben Bourgeois (wct), vem encomendando pranchas desde o ano 1994 quando ainda era um menino. E nossa relação não é somente como equipe de competição, mas sim um trabalho a parte que favorece tanto a mim como shaper quanto para ele como profissional, me dando frequentemente um feedback incrível para que sempre possa aprimorar algo nos shapes. O mesmo acontece com o Neco, que mesmo não vindo aqui com tanta freqüência me ajuda muito com o seu know-how e conhecimento e é um grande privilégio poder contar com o seu feed back neste sentido. Um dos maiores shapers que passaram pela Marbella em Baneário Camboriú foi o gaúcho Johnny B. Good. Nos fale um pouco desta figura carismática do surf gaúcho e que esteve trabalhando bastante tempo contigo. Paulinho Pequeno – Na época em que eu trabalhei com o Johnny B. Good eu estava engatinhando com os shapes e tudo o que realmente sabia era desbastar blocos, cortar ums outlines e um pouquinho mais, mas em minhas mãos eu ainda nao tinha a sabedoria que na época o Johnny me passou. Ele é uma pessoa fantástica e foram 6 meses e mais de 100 pranchas produzidas neste período e que foi primordial para nossa marca poder se estabelecer com uma boa reputação. E quando é que você teve a idéia de ir morar e trabalhar nos Estados Unidos? Como foi a sua receptividade na terra do Tio Sam? Paulinho Pequeno – Nunca pensei realmente em morar nos Estados Unidos, foi tudo muito rápido. Após estar shapeando a quatro anos, em 1988 eu senti uma necessidade de viajar e conhecer outros lugares em busca de aprimorar técnicas e aprender mais para poder trazer de volta ao Brasil estes conhecimentos adquiridos lá fora, algo melhor em relação aos shapes e de repente eu já estava em San Diego, morando e trabalhando como louco. Já em relação à receptividade, foi uma coisa gradativa, eu primeiro estive aqui uns cinco meses, depois voltei e fiquei seis meses no Brasil, para aí então voltar aos EUA e assinar um bom contrato de dois anos e meio. Somente em 1992 as coisas se definiram realmente. Foi nessa época que a Marbella se difundiu dentro dos Estados Unidos, na Califórnia, em New Jersey, Carolina do Norte e Flórida, logo depois rompendo barreiras em direção a Guam e depois veio a explosão de vendas para o mercado asiático, onde até hoje tenho um campo excelente de trabalho e ótima aceitação.
Paulinho Pequeno – Sem dúvidas a ajuda do computador desde 1994 com a introdução do corte de pranchas por scanner, podendo uma máquina copiar a prancha que mais funciona e reproduzi-la em diferentes tamanhos, larguras e espessuras. A parte que mais difundiu o design de pranchas nestes anos foi o aprimoramento das triquilhas, que primeiro trazidas por Simon Anderson e retificadas por Al merric vieram, com o aparecimento de Kelly Slater, marcar uma nova modalidade de pranchas que revolucinou o surf desde então ate os dias de hoje, Além dos Estados Unidos e Brasil, você shapeia em outros países também? Como é a reputação dos shapers brasileiros fora do Brasil? Paulinho Pequeno – A maioria das pranchas são fabricada na Califórnia. Parte desta produção é exportada o mercado asiático, além do Brasil e dos países do Mercosul, principalmente Mar del Plata na Argentina, terra da minha esposa Victoria. Me dissestes que depois de 25 anos longe da terrinhas estás voltando em definitivo para Balneário Camboriú. E a família? Se adaptou bem aos Estados Unidos ou está voltando também? Paulinho Pequeno – Eu vou voltar junto com a minha esposa e grande amor da minha vida e que me acompanha em todas as jornadas. Já os meus filhos estão 100% adaptados aos Estados Unidos e vão continuar morando lá. Irão ao Brasil só para férias e para me visitar. Preciso voltar para dar seguimento ao meu trabalho aqui no Brasil e poder colocar nos pés dos surfistas brasileiros tudo aquilo que aprendi nestes anos todos longe de casa. Deixe um recado aos amigos e nos diga como o pessoal pode fazer para conhecer um pouco mais a respeito da sua vida e do seu trabalho Paulinho Pequeno – Sigam surfando sempre e apreciando boas pranchas e boas publicações como o Solto. Para falarem comigo eu tenho dois e-mails: paulo@marbellasurfboards.com e também paulorsc63@hotmail.com e também visitem a http://www.myspace.com/marbellasurfboards Obrigado por este espaço e keep surfing galera. Abraços. |